quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

MEMÓRIAS ANTE-MORTEM DE VLADMIR EDU MAIAKOVSKI - I



AO VERME

QUE
PRIMEIRO ROER AS FRIAS CARNES
DO MEU FUTURO CADÁVER
DEDICO
COMO ANTECIPADA LEMBRANÇA
ESTAS
MEMÓRIAS ANTE-MORTEM


A você que está lendo agora, meu caro leitor, minha cara leitora, my dear reader, whichever your sexual preference might be

Que, no alto do principal de seus livros, confessasse Machado de Assis havê-lo escrito para apenas uma leitora e no fim ter sido lido por mais de um milhar deles, coisa é que admira e consterna.
O que não admira, nem provavelmente consternará, é se esta série de posts não tiver os cem leitores de Stendhal, como menciona nosso brasileiríssimo Machado, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Quiçá um... ... ...(Lona?)
Trata-se, na verdade, este, de um post de fuso (horário) e difuso, no qual eu, Vladmir Edu Maiakovski, se aqui copiei e plagiei, em homenagem, a forma preambular livre do grande mestre da literatura brasileira, não sei se lhes meterei (não a Machado & cia, mas sim aos posts futuros) algumas rabugentices de pessimismo brascubiano ou se escreverei com o otimismo desenfreado de Rhonda Byrne.
Pode ser.
Obra de futuro finado. Escrevê-lo-ei com o digitar desleixado da galhofa eduardiana e a tinta melancólica da impressora HP; e, se não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio, diria que é tarefa impossível.

 Acresce que as gentes graves poderão achar nesta série de posts umas aparências de puro e inconteste plágio, ao passo que as gentes frívolas não acharão nele nada além da “chatice” usual que soem achar no Grande Mestre; e a série aí ficaria privada da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas dos extremos da opinião e ficaria, então, apenas e tão somente privada, não fosse a boa vontade e o amor pela leitura descompromissada daquelas gentes que se encontram no tramo mediano da curva de Gauss: a eles, meus leitores normais, meu muitíssimo obrigado e as batatas, posto que são vencedores.

(É, Leo, eu sei que não deveria ter dado o peixe assim, mas quem é que iria se lembrar de “ao vencedor, as batatas?”)

(Viu, Débora, aprendi a não meter o ponto final ali.)

(Nota do Vlad: A Débora Cristina de Almeida, uma delícia de autora e de pessoa, acreditem em mim, é uma de minhas mentoras intelectuais.)

Mas eu ainda espero angariar as simpatias das opiniões, e o meio eficaz para isto, segundo Machado de Assis, é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado, matéria na qual, segundo corre à boca solta por aqui, sou um expert diplomado, pós-graduado e com MBA. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinariamente plagiário que empreguei na composição do prólogo destas Memórias, trabalhadas cá neste mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso e, aliás, desnecessário ao entendimento dos futuros posts relacionados. Cada post será, em si mesmo, o tudo e um tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus viola: a meto num saco e volto prá escola.

(Eu sei, Leo, eu sei... Mas fazer o que se amo uma riminha trouxa?)

(O Leo é um dos meus mentores intelectuais, prá quem não sabe e nem conhece. É só dar uma olhada no Facebook.)

Vladmir Edu Maiakovski

Until we meet again, I bid you peace. Bye bye.

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