sábado, 21 de maio de 2011

Paixonites, Mãexonites & Cia. LTDA.

Barbarella 7:32pm May 19
Tb não lembro das meninas com paixonites,talvez ...os mais velhos, q deviam nos achar pirralhas tb,como achavam vcs.

Barbarella
7:30pm May 19
Gozado, no primário pensava em boneca, pique esconde,pegador lata,elastico,garrafão...não pensava ( ainda ) nos meninos,e vcs cheios de " paixonites" kkkkkkkkkkkkkkkk,No ginásio já foi beeeem diferente.Eduardo Ernexxxxxto, que bom q vcs gostavam de nós todas

Nestor Bressane 1:52am May 20
Muito bom o link, Edu. Valeu!


Pois é, essa aí no alto é a Barbarella, minha coleguinha de classe do curso primário, minha querida amiguinha de colégio entre 1963 e 1966 e minha querida amiga de Facebook. Nos "reencontramos" por causa desse tal de Facebook, onde está rolando (agora no primeiro semestre de 2011) um reencontro  de ex-alunos do Externato Ofélia Fonseca, primeiro virtual, no Facebook e depois presencial, dia 11 de junho, na festa dos 90 do Colégio.
 Logo abaixo, o Nestor, ex-colega e amigo igualmente – ele há mais tempo, no FB – querido, de quem soube notícias através de outra amiga desde os velhos tempos de Orkut: sua irmã.
Toda essa história começou com um comentário do Nestor, há alguns meses, sobre a sorte que tivemos no primário por causa das meninas tão especiais que tinham estudado conosco e que nos levou a eventualmente acabarmos ficando apaixonados por algumas delas.
Acho engraçado, no comentário dos dois, a inversão dos estereótipos e dos paradigmas com os quais convivi desde muito cedo: meninas amadurecem mais cedo do que meninos.

Talvez nossas histórias de vida nos tenham levado, nessa idade de 10 anos, a isso da Barbarella estar pensando em brincar de bonecas, enquanto que nós dois, meninos, já nos derretíamos de paixonites infantis pelas colegas da sala.

Bem, vou comentar pelo lado que mais conheço dessa história (na verdade, o único que conheço ou acho que conheço): o meu.

Sempre fui mais maduro do que as crianças da minha idade. Talvez a rigidez militar da educação que recebi de meu pai tenha contribuído para isso.

Eu não podia ser barulhento, não podia chorar, não devia gritar, não devia me exceder em minhas demonstrações de alegria ou tristeza em geral. Isso quer dizer que eu tinha que ser estóico diante de tudo, o que talvez tenha, de uma maneira ou de outra, contribuído para eu finalmente ter achado meu caminho espiritual no Budismo, ao completar meus 50 anos, afinal o Estoicismo propõe viver de acordo com a lei racional da natureza e aconselha a indiferença (apathea) em relação a tudo que é externo ao ser, ou seja, muito parecido com algumas bases comportamentais das Práticas Budistas. O homem sábio obedece à lei natural reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e propósito do universo, devendo assim manter a serenidade perante as tragédias e coisas boas.
Lembro bem que uma vez levei uma baita bronca e fiquei de castigo por estar entusiasmado demais num jogo de cartas que eu estava ganhando. Mas eu estava só torcendo...

Obviamente, por ser um ser humano e especialmente quando ainda era uma criança “internamente descontrolada”, os sentimentos e as emoções sempre vinham carregados de muita força e vigor – eu SENTIA muito – sem, contudo, poder externar plenamente tudo isso o que ocorria dentro de mim.

Assim foi com relação a essas paixonites infantis. Acho que foi naquele post que escrevi em resposta à confissão pública do Nestor, via Facebook, de ter sido apaixonado por algumas das meninas da nossa classe, que tornei público, que externei pela primeira vez o fato de que a mesma coisa tinha acontecido comigo.

É isso aí.






Until we meet again, I bid you peace. Bye, bye.