terça-feira, 29 de março de 2011

Bela com Conteúdo





Hi Vladmir,
Tatiana C commented on her status.

Tatiana wrote:
 "Conteúdo as vezes cansa. Invejo seres mais vazios. eles têm paz no coraçãozinho, encontram explicação pras coisas mais facilmente e se resignam com mais frequência. Me vejo em 2050 pulando e cantando como índio assim como os útimos dias de nietzsche em Turim. Doidinha doidinha! Thanks anyway ;-)"


Esse comentário foi resposta a outro onde se falava da Tatiana “bela com conteúdo”. Ela não se importou com o “bela”. Além da consciência de sua beleza natural e sua graça juvenil, na maior parte do tempo emolduradas por um sorriso fácil e franco, a Tati deve ter como bem resolvida a angustia que certas beldades tem por terem sido agraciadas pela mãe Natureza.

Traz consigo, todavia, um certo queixume invejoso por levar dentro de si esse tal de conteúdo, razão de angustias ocasionais, que lhe tiram a paz do coraçãozinho.


Tola, tola, tolinha.  Acaso não sabe que tem o dom e a graça de poder fazer-se uma "vazia aparente" se assim o desejar? De aparentemente encontrar explicações mais frívolas para as coisas mais complexas, de modo lúdico e, por ser quem é: um ser Tático?

Sinceramente não a antevejo “doidinha, doidinha” pulando e cantando pelas ruas de Turim, de São Paulo ou quiçá numa aldeia indígena, como uma Nietscha, mas sim, em qualquer um desses lugares, “alegrinha, alegrinha”, fazendo isso ou qualquer outra coisa!

O conteúdo pode fingir a falta deste, mas falta de conteúdo não tem como fingir nada. Podemos “fingir” ser o que está “abaixo” até que o abaixo seja igual ao que está acima, pois todo aquele que sobe pela Escada de Jacó tem condições de estender a mão para que os que estão mais em baixo se tornem irmãos “mais iguais”.
 



Until we meet again, I bid you peace. Bye bye.