sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

SOFRE BATUTA!!!

Sofre batuta!
Maestro não rege sem ti.
Maestro já não rege, senti.
Orquestra, sem maestro, já não toca.
Mesmo assim há gente que nem assim se toca.
Maestro bota o rabo-batuta entre as pernas e vai prá toca...


(Ma ni anche che la creppa perdere il valore!!!: 
tutto è perduto, fuor che l'honore)


Entocada e encostada batuta,
Trata de cuidar de sua labuta.
Moinhos de vento, agudos ou graves,
Driblar os "Batistuta", 
Prá não falar dos verdadeiros "em traves", 
Grandissíssimos filhos...


ihhhhhhhhhhhh, acabou o espaço, MAS NÃO A LUTA!!!!!!!
ihhhhhhhhhhhh, acabou o espaço, MAS NÃO O MOTE!!!!!!!
Maestro que rege com SEU rabo-batuta,
Rabo-Rocinante e honra de Dom Quixote!!!





UNTIL WE MEET AGAIN, I BID YOU PEACE. BYE, BYE.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MAYBE TALVEZ




Talvez

Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.
"Que má sorte!" eles disseram solidariamente.
"Talvez," o fazendeiro calmamente replicou. Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.
"Que maravilhoso!" os vizinhos exclamaram.
"Talvez," replicou o velho homem. No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.
"Que pena," disseram.
"Talvez," respondeu o fazendeiro. No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram.
Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.
O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:
"Talvez."



Maybe



There is a Taoist story of an old farmer who had worked his crops for many years. One day his horse ran away.
Upon hearing the news, his neighbors came to visit. "Such bad luck," they said sympathetically.
"May be," the farmer replied.
The next morning the horse returned, bringing with it three other wild horses. "How wonderful," the neighbors exclaimed.
"May be," replied the old man.
The following day, his son tried to ride one of the untamed horses, was thrown, and broke his leg. The neighbors again came to offer their sympathy on his misfortune.
"May be," answered the farmer.
The day after, military officials came to the village to draft young men into the army. Seeing that the son's leg was broken, they passed him by. The neighbors congratulated the farmer on how well things had turned out.
"May be," said the farmer.


Until we meet again, I bid you peace. Bye, bye.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

MEMÓRIAS ANTE-MORTEM DE VLADMIR EDU MAIAKOVSKI - I



AO VERME

QUE
PRIMEIRO ROER AS FRIAS CARNES
DO MEU FUTURO CADÁVER
DEDICO
COMO ANTECIPADA LEMBRANÇA
ESTAS
MEMÓRIAS ANTE-MORTEM


A você que está lendo agora, meu caro leitor, minha cara leitora, my dear reader, whichever your sexual preference might be

Que, no alto do principal de seus livros, confessasse Machado de Assis havê-lo escrito para apenas uma leitora e no fim ter sido lido por mais de um milhar deles, coisa é que admira e consterna.
O que não admira, nem provavelmente consternará, é se esta série de posts não tiver os cem leitores de Stendhal, como menciona nosso brasileiríssimo Machado, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Quiçá um... ... ...(Lona?)
Trata-se, na verdade, este, de um post de fuso (horário) e difuso, no qual eu, Vladmir Edu Maiakovski, se aqui copiei e plagiei, em homenagem, a forma preambular livre do grande mestre da literatura brasileira, não sei se lhes meterei (não a Machado & cia, mas sim aos posts futuros) algumas rabugentices de pessimismo brascubiano ou se escreverei com o otimismo desenfreado de Rhonda Byrne.
Pode ser.
Obra de futuro finado. Escrevê-lo-ei com o digitar desleixado da galhofa eduardiana e a tinta melancólica da impressora HP; e, se não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio, diria que é tarefa impossível.

 Acresce que as gentes graves poderão achar nesta série de posts umas aparências de puro e inconteste plágio, ao passo que as gentes frívolas não acharão nele nada além da “chatice” usual que soem achar no Grande Mestre; e a série aí ficaria privada da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas dos extremos da opinião e ficaria, então, apenas e tão somente privada, não fosse a boa vontade e o amor pela leitura descompromissada daquelas gentes que se encontram no tramo mediano da curva de Gauss: a eles, meus leitores normais, meu muitíssimo obrigado e as batatas, posto que são vencedores.

(É, Leo, eu sei que não deveria ter dado o peixe assim, mas quem é que iria se lembrar de “ao vencedor, as batatas?”)

(Viu, Débora, aprendi a não meter o ponto final ali.)

(Nota do Vlad: A Débora Cristina de Almeida, uma delícia de autora e de pessoa, acreditem em mim, é uma de minhas mentoras intelectuais.)

Mas eu ainda espero angariar as simpatias das opiniões, e o meio eficaz para isto, segundo Machado de Assis, é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado, matéria na qual, segundo corre à boca solta por aqui, sou um expert diplomado, pós-graduado e com MBA. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinariamente plagiário que empreguei na composição do prólogo destas Memórias, trabalhadas cá neste mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso e, aliás, desnecessário ao entendimento dos futuros posts relacionados. Cada post será, em si mesmo, o tudo e um tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus viola: a meto num saco e volto prá escola.

(Eu sei, Leo, eu sei... Mas fazer o que se amo uma riminha trouxa?)

(O Leo é um dos meus mentores intelectuais, prá quem não sabe e nem conhece. É só dar uma olhada no Facebook.)

Vladmir Edu Maiakovski

Until we meet again, I bid you peace. Bye bye.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O eterno retorno - recomeçando pelo princípio





Pois é, eis aqui minha homenagem à minha querida Fernandinha Soares (agora Diretora, que chique!!!), a grande responsável pela existência do Coisas de Edu e agora deste blog, pois este novo blog também tem, em seu nome, uma homenagem a ela...

Que complicado isso, este retorno!!!
Sempre que algo de bom acontece em nossas vidas, seja um novo trabalho, uma apresentação de livro, um primeiro contato com alguém novo que acabamos de conhecer - não importa o que seja - e temos um retorno positivo, quer seja por recebermos um elogio ou um comentário do tipo "gostei muito", cria-se um vínculo de expectativa e de responsabilidade: não deixar a peteca cair.
Que difícil isso!!!
Buscar ser melhor ou pelo menos ser igual na próxima vez torna-se mais do que um simples dever ou uma mera obrigação: vira um desafio!!!
Segundo a própria Fê disse, manter um blog atualizado é uma questão de tempo. (Não que com o passar do tempo fique mais fácil, mas o difícil é ter tempo prá dedicar ao blog)
Eu vou além. É uma questão de tempo e de inspiração, afinal, como escrever e o que escrever, se tendo tempo, o que nos falta é a vontade, é o motivo, é a tal da inspiração?
Escrever por escrever, qualquer um escreve qualquer coisa:

alfa beto sem sentido

agora bato cabeças degoladas,
enviando fábulas gosmentas,
hoje ignoradas,
justamente logrando macerar
nostálgicos objetos parasitários
quase removendo situações transitórias,
ulteriores vidas
xenofóbicas,
zumbis.

Palavras seguindo a seqüência do alfabeto, apenas isso...

Simples palavras concatenadas e conectadas, sem conectivos aparentes, a não ser a imaginação do leitor.
E afinal é a isso que se resume toda a história: a cabeça do leitor!!!
O mesmo poeminha safado aí de cima pode ser visto como lixo literário ou obra de gênio incompreendido portador de DDA, dependendo apenas dos olhos, da mente e do coração de quem o lê.
Especialmente quando, prêto no branco, e isso não é segrêdo nenhum, o escritor criado no português pré reforma ortográfica de 1971, carece de um revisor que lhe corrija os deslizes com a acentuação na língua materna.
Portanto meus caros leitores de plantão, desde já, aqui vai minha advertência: preparem-se para deslizes e mais deslizes, e uma leitura de montanha russa.
Coisas boas estão a caminho, mas grandes desastres verborrágicos as seguirão!!!



Until we meet again, I bid you peace. Bye bye.